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Dilma empossa novos ministros da Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação

24/01/2012

A presidente Dilma Rousseff elogiou, nesta terça-feira (23), o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e defendeu a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Educação. Haddad deixa o ministério para candidatar-se à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Segundo Dilma, ele foi um “grande ministro da Educação” e o sucesso da atual gestão na área educacional deve muito ao trabalho do ex-presidente.

“É estranho que nesse país precisou de vir um retirante do Nordeste, parar lá em Santos depois chegar em São Paulo e ir a São Bernardo, e que não tinha curso universitário, para perceber que, para educar bem crianças, para educar bem jovens, você precisa de professores bem treinados", disse a presidente se referindo a história do ex-presidente Lula.

No local do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo assume a pasta Aloísio Mercadante, que antes coordenava o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na pasta deste entra Marco Antonio Raupp, que ocupava a presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão que ainda possui substituto para função.

Segundo afirmou a presidente Dilma, os dois ministérios vivem um “casamento”, porque além da enorme quantidade de recursos naturais possui “classe trabalhadora” muito especial. “Tenho absoluta consciência da exigência sem precedentes para que a ciência, tecnologia e inovação contribuam para o desenvolvimento do país. O desafio da inovação ganhou novo patamar. Inovação não é opção, é imperativo. O futuro do país depende desse esforço criativo”, complementou Raupp.

“Bando de chorões”

Seja pela despedida de Haddad da Esplanada dos Ministérios, ou seja pela presença de Luis Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma, o ex-ministro ministro Haddad e o ministro Aloísio Mercadante, choraram durante a a cerimônia de posse que aconteceu no Palácio do Planalto. Por conta disso, Dilma chegou a referir a si e aos dois petistas como um “bando de chorões”.

“Sabe, Raupp, com o passar do tempo a gente fica um bando de chorões. Haddad praticamente chorou, Mercadante também. Eu também posso ser obrigada, por não conter as lágrimas, a chorar. Lula sempre dizia 'Pode chorar que não faz mal nenhum'”, lembrou.

Lula

Usando um chapéu preto, sem gravata, a presença de Lula foi um capítulo a parte na cerimônia de posse de Mercadante e Raupp. É a segunda vez que Lula retorna ao Palácio do Planalto após deixar a Presidência da República, em 1º de janeiro do ano passado. Ele esteve no palácio em março de 2011, para participar do velório do ex-presidente José Alencar.

Em discurso, Dilma se disse emocionada por receber o ex-presidente no Planalto. “É um enorme prazer receber aqui o presidente Lula”, afirmou a presidenta. “Temos que reconhecer de público que a estratégia de democratizar o acesso à educação foi do senhor", acrescentou Dilma.

Enem

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (24). Após ter dito, ontem (23), que a prova nacional substitui o “sistema antiquado de vestibular” e do exame do governo federal ter “deselitizado” o acesso à universidade, Dilma admitiu que o Enem pode ter falhas, mas que é um projeto em costrução.

"Somos um governo passível de cometer falhas. A nossa atitude é de garantir que [o Enem] seja melhor executado e que mantenha seus compromissos", disse. "Ao defender o Enem, estou defendendo o Prouni, o Reuni e o Ciência Sem Fronteiras. Faremos o possível e o impossível para melhorar o Enem".

Conselho

Ao discursar, Mercadante aconselhou ao novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação a não tentar convencer a presidente Dilma se ela fizer uma crítica a uma proposta sua. Segundo contou, ela costuma submeter os projetos apresentados a um “espancamento” para verificar se “fica de pé”.

“Volte para casa, junte sua equipe, trabalhe intensamente e volte a apresentar o projeto. É exatamente assim. Os ministros sabem que estou dizendo a mais absoluta verdade. E isso é atitude de quem tem compromisso com o gasto público”, aconselhou.

Bastidores

Da presidente Dilma Rousseff, passando por Fernando Haddad e Aloísio Mercadante, todos improvisaram na hora do discurso. O matemático e cientista Marco Antonio Raupp, de 73 anos, resolveu não seguir o mesmo caminho. Visivelmente nervoso, o técnico se atrapalhou e acabou perdendo a primeira folha do discurso que preparou para cerimônia.

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