Na primeira reunião ministerial do ano, com a presença de 36 dos seus 38 ministros, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação de um sistema de monitoramento "on-line" de todo o governo para que a população tenha acesso às informações sobre suas ações, em tempo real. Os ministros têm até o mês de junho para apresentar sistemas que permitam o acompanhamento das ações de suas pastas.
Em sua fala, a presidente Dilma disse que este monitoramento faz parte de "um projeto revolucionário, progressista e indispensável para a verdadeira reforma do estado". Explicou, no entanto, que essa reforma não será feita "através da demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas através da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático".
"Hoje as prestações de contas são feitas de forma a cumprir prazos no fim de ano. A ideia é que o governo tenha isso de forma muito mais direta", explicou o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann. Convênios com prefeituras e ONGs, além da execução de programas, poderão ser detalhadas de forma on-line.
Segundo o porta-voz, o objetivo de Dilma é fazer com que "o Estado preste serviços melhores para a população, com melhor gestão para o serviço público". Ele lembrou que as antigas classes D e E, que viraram classe C, continuam usando os serviços públicos e elas exigem mais dos serviços públicos.
Detalhes
A primeira reunião ministerial deste ano sucede a uma série de encontros setoriais, que ocorrem desde a última quinta-feira (19), que serviram de preparação. Após a exposição da presidente Dilma, falou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini; e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Apenas os ministros Garibaldi Alves (Previdência Social), que ainda está de férias, e Mendes Ribeiro (Agricultura), em missão oficial na Europa, não puderam comparecer a reunião.
(com imagem da Presidência da República)
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