O ministro Fernando Haddad apresentou, nesta segunda-feira (23), o balanço das atividades durante o período que esteve à frente do Ministério da Educação. Diante da maioria dos ministros da Esplanada, e da própria presidente Dilma Rousseff, Haddad comemorou a concessão de um milhão de bolsas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), ouviu da presidente que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “deselitiza” o ensino superior e deu adeus à pasta que ocupa desde 2005.
Durante os últimos sete anos, maior período em que um ministro permaneceu em um ministério no século XXI, foram apresentadas duas emendas constitucionais e mais de 50 projetos de lei no Congresso para que a educação se tornasse política de Estado. "Foi preciso um metalúrgico que não teve acesso ao ensino universitário saber quanto é importante o ensino universitário", lembrou Dilma de seu antecessor e mentor político, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Atualmente, o Prouni alcançou a marca de 406.926 bolsistas matriculados em cursos de graduação em instituição privadas e já garantiu que 202.272 bolsistas concluíssem o ensino superior. Somente nos cursos de Medicina e Engenharia, considerados “cursos de elite”, que dificilmente teriam estudantes de baixa renda, são 592 e 4.216 alunos matriculados que aderiram o programa do governo federal, respectivamente.
Segundo o Ministério da Educação, 1.321 instituições localizadas em 1.354 municípios participam do Prouni. “Acho que em 2004 não li um único artigo defendendo o ProUni nos jornais. Nenhum editorial, nenhum artigo de opinião, absolutamente nada. É que nem o Enem hoje: apanha todo santo dia”, compara o ministro.
Para receber as bolsas integrais, os candidatos não podem ter diploma de curso superior e devem comprovar renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Já para as bolsas parciais, uma das condições é que o candidato tenha renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.
Enem
Para Dilma, um dos sucessos do Enem é ter substituído o “sistema antiquado de vestibular” e de ter “deselitizado” o acesso à universidade. “Ninguém está dizendo que é perfeito, mas que é um grande caminho. A gente melhora aquilo que tem de melhorar. Mas o Enem é uma grande, talvez uma das maiores, iniciativas nessa área”, ponderou em entrevista após a cerimônia de comemoração.
A presidente também confirmou que neste ano serão realizadas duas edições do Enem, uma proposta de Haddad que foi considerada por muitos analistas uma espécie de "coroação" do sucesso do exame. As provas, segundo portaria do Inep, deve acontecer nos dias 28 e 29 de abril.
Rodapé